LGBTQIA: Resistência bem na sua cara!

Desde criança eu sou taxado como homossexual, gay e até aqueles termos mais pejorativos como bicha, bichinha, viado, baitola e afins. Mesmo antes de entender o que isso significava. Eu só era uma criança que não tinha consciência o porquê era diferente das demais, o porquê não se encaixava em nenhum padrão imposto pela sociedade, o porquê de ter nascido assim.

Me chamavam daqueles nomes para me ofender e eu realmente ficava ofendido, as pessoas me ensinaram que ser aquilo era ruim! A TV me mostrava à figura do gay engraçado que era muitas vezes ridicularizado e taxavam aquilo como ‘Humor’. Minha família também via aquilo como ruim “Não brinca com isso, isso é brincadeira de menina” “Não gesticule muito isso não é coisa de menino” “Não tenha a voz fina, você é quase um homem” cegos por aquilo que a TV mostrava e por aquilo que a sociedade ensinava.

Eu gostaria que tivesse alguém quando eu era só uma criança afeminada que me pegasse e falasse “Não á nada de errado com isso”. Eu gostaria de ver quando eu era criança, um espelho. Não quero tirar o mérito das pessoas que tanto batalharam para a representatividade LGBTQ acontecer, mas acredito que hoje ela está no seu ápice, pois finalmente eu me sinto representado.

Eu me sinto representado por uma Drag Queen que está conquistando não só o meu país, mas o mundo todo com a sua arte. A Drag que sofreu vários ataques na escola assim como eu, a drag que levou um prato de sopa quente no seu rosto por simplesmente acharem que ela não agia como homem. Ela se superou, ela é bonita, ela é drag, ela é Pabllo Vittar.

Eu me sinto representado por uma Trans que leva a luta LGBTQ em suas musicas, veio da periferia e enfrentou todo o preconceito da religião para ser ela mesma assim como eu, Mc Linn da Quebrada me ensinou que precisa ter muito Talento para enfrentar os preconceitos diários.

Eu tenho representatividade de uma Drag Queen que desmistifica todos os preconceitos impostos na sociedade, através do seu canal no Youtube Lorelay Fox chegou a uma grande emissora brasileira destruindo paradigmas impostos muito tempo atrás.

Eu não sou Drag, eu não sou trans, eu não sofro os preconceitos que elas sofreram, mas me sinto representado. Tem mais milhões de pessoas que eu poderia citar nesse texto como sinônimos de representatividade, não citei só essas como ordem de importância, mas sim de representação pessoal (também para o texto não ficar extenso). Representado por historias de vidas parecidas, por batalhas diárias similares, por enfrentar todos os dias o preconceito e mostrar que não sou menos que alguém por ser eu mesmo. Esse atual momento é uma grande conquista LGBTQ, esse momento é nosso! E ninguém vai tirar isso.


por Kevin Poliser
Publicitário. Estudante de Jornalismo. Aspirante a escritor! Siga o menino!